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Um novo mercado gerador de empregos a vista! Menos do governo.. O de Consoles!

24 24UTC Maio 24UTC 2006

Continuando sobre o post do Xbox360 ser vendido oficialmente no Brasil, faço as palavras de Moardib as minhas, onde ele diz nos comentários do artigo Xbox Oficialmente no Brasil o seguinte:

Eles têm duas maneiras de operar no Brasil:
1. Importação direta, que vai deixar o console com um custo final na loja em torno de 3 mil Reais.
2. Concluir a montagem do console no Brasil. As peças chegam todas semi-prontas e eles montam e embalam aqui, na Zona Franca de Manaus. Aí o console custaria em torno de 1500 Reais. Ainda assim, os impostos no Brasil são acachapantes. Se houvesse um forte mercado de consoles, mesmo importados, o Brasil ganha de forma indireta com:1. Estímulo do comércio e geração de empregos;2. Estímulo da indústria nacional de software;
3. Em 5 anos, poderíamos ter divisões de grandes estúdios por aqui, desenvolvendo jogos aproveitando o expertise e mão de obra relativamente barata e qualificada.
4. Arrecadação de impostos aumentaria, pois com os jogos e consoles mais baratos e mais pessoas inseridas na indústria, pagando impostos.

Agora veja o que eu penso a respeito disto:

O melhor seria mesmo concluir a montagem do console no Brasil, que além de diminuir o preço do console ainda geraria empregos diretos, porém é meio difícil que isto aconteça em curto prazo, quem sabe na próxima geração de consoles e só se o Xbox360 for vendido bem aqui.

Mas continuando, seria mais vantajoso para o governo Brasileiro não cobrar impostos sobre o console, pois, de uma outra maneira geraria emprego, mas como?

Com a popularização de vários consoles no Brasil (não apenas o Xbox360 da Microsoft, mas também o Playstation 3 da Sony e o Nintendo Wii da Nintendo e outros) o governo estaria abrindo portas para um novo mercado, o de criação de jogos no Brasil (que um dia já existiu no Brasil, mas foi nos anos 80 até o inicio dos anos 90 com o Atari entre outros consoles, naquela época tínhamos vários produtores de consoles(hardware) e de jogos(software), lembro que meu primeiro console foi um Turbo Game da CCE, fabricado na zona franca de Manaus, e na época eu tinha um jogo para este console chamado Rambo (sim, aquele do filme), que foi feito no Brasil, e o jogo estava em português do Brasil, infelizmente eu vendi a uns 6 anos este console, mas me arrependo até hoje). Além de trazer muitos empregos diretos (nas produtoras nacionais), geraria empregos indiretos também (na fabrica onde são feitos os CDs dos jogos, na empresa que transportar os jogos, na loja do comerciante na sua cidade), algo que em minha opinião é muito mais vantajoso do que ao invés ter um console comercializado por contrabando e não gerar nenhum emprego ao nosso país. Ah, e o Brasil sairia perdendo em não/quase não cobrar impostos sobre os consoles?! A resposta é simples, CLARO QUE NÃO, pois o governo estaria recebendo os impostos “deixados de ser cobrados” de outra forma, cobrados da produtora dos jogos, da indústria que faz os CDs, da transportadora, do comerciante.
Sem falarmos que com o amadurecimento da indústria de software no Brasil, com alguns anos já estaríamos exportando jogos para outros países, ou seja, injetando mais dólar/euro para nossa nação, sem falar que o governo estaria ganhando também $$ em impostos. É algo tão visível aos nossos olhos, só o nosso governo que não enxerga, talvez os políticos estejam ocupados com outra coisa né =x.
A respeito de criação de jogos, nosso país está evoluindo bem, e já começa a exportar jogos para outros paises, mas na área de celulares, a cada dia que passa vejo mais e mais empresas de softwares para celulares nascendo no nosso país, bom, mais isto é tema para um futuro post aqui no blog.